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O funcionamento do coração, a poderosa máquina perpétua

O CORAÇÃO CONSTITUI UM DOS MAIS FASCINANTES MISTÉRIOS DA NATUREZA.

SAIBA UM POUCO SOBRE ESSE MILAGRE.

Experimente fechar a mão continuamente por alguns minutos. Será que você consegue? Os músculos das mãos e do braço entrarão em estresse, obrigando você a parar.

E o que você pensaria de um músculo cujo funcionamento se iniciou antes mesmo de você ter nascido para este mundo e continua por setenta, oitenta ou mais anos....sem parar? Este músculo existe! É o coração! O órgão que nunca se cansa. Uma maravilha da Natureza, uma obra prima da engenharia celeste que desafia a compreensão. Nas linhas abaixo um vislumbre do seu real funcionamento.

O tamanho do coração corresponde ao tamanho do próprio punho cerrado. A forma da mão cerrada é a forma do coração. A firmeza e a resistência do punho correspondem à firmeza e a resistência do coração. Podemos também desenvolver a capacidade do nosso coração pela constante utilização das mãos.

Aproveitando essa relação, é necessário salientar a importância das mãos na observação de um paciente. Quando elas se apresentam abertas, sem força, mesmo que o paciente mostre resistência geral, seu estado é grave. Se, ao contrário, mostrar sintomas agudos, mas apresentar as mãos mais fechadas, com aspecto mais yang, sua recuperação é mais rápida.

Nosso coração tem quatro câmaras: aurícula direita e esquerda e o ventrículo esquerdo e direito. Os ventrículos enviam o sangue para as artérias pulmonares e para a aorta, enquanto que as aurículas recebem o sangue das veias. A pressão sanguínea arterial é bem mais alta do que a pressão venosa e, por esse motivo, as paredes dos ventrículos são mais espessas do que as das aurículas. Enquanto as paredes dos ventrículos tem mais de 1 cm de espessura, as das aurículas tem apenas 1/3 desta medida.

As válvulas aórticas e a pulmonar encontram-se nos orifícios de saída dos ventrículos esquerdo e direito e as válvulas mitral e tricúspide separam os ventrículos esquerdo e direito das aurículas adjacentes.

As cúspides das válvulas flutuam livremente no sangue que as atravessa e sua posição depende da diferença de pressão que existe nos dois lados. Quando as válvulas se fecham, as cúspides se unem e formam uma membrana que impede a passagem do sangue. O sangue dos tecidos entra na aurícula direita pela veia cava. Esse sangue tem uma quantidade pequena de oxigênio e um teor de carbono relativamente alto. As pressões parciais são de 40 e 46 mm de Hg, respectivamente. Através da válvula tricúspide, o sangue atinge o ventrículo direito, de onde vai para a artéria pulmonar e para os pulmões. A pressão sanguínea do lado direito é baixa (em torno de 25 mm de Hg no ventrículo) e, portanto, as câmaras têm paredes relativamente fina. Nos pulmões, o dióxido de carbono é eliminado e o sangue é oxigenado. O sangue volta à aurícula esquerda pela veia pulmonar contendo, então, mais oxigênio e menos dióxido de carbono, numa proporção de 100 mm de oxigênio e 40 mm de CO2. Sai então pela válvula mitral para o espesso e poderoso ventrículo esquerdo, de onde é bombeado através da válvula aórtica para a aorta e dai é distribuído para todo o corpo. A pressão sanguínea na aorta é de aproximadamente 120 mm de Hg.

As artérias coronárias, direita e esquerda, irrigam de sangue o músculo cardíaco. A coronária direita curva-se circundando o lado direito do coração, passando entre a aurícula e o ventrículo e levando o sangue para a maior parte da superfície posterior e inferior do coração. A artéria coronária esquerda corre na direção oposta para irrigar o lado esquerdo do coração, emite uma grande ramificação, que desce anteriormente entre os ventrículos e irriga de sangue esta região. Esta sucessão de acontecimentos verificados numa pulsação recebe o nome de ciclo cardíaco. Em cada ciclo, as duas aurículas contraem-se ao mesmo tempo; depois se contraem os ventrículos e o sangue é impulsionado das aurículas para os ventrículos e daí para a aorta e para a artéria pulmonar. Em adultos normais, ocorrem de 50 a 80 pulsações por minuto.

Em relação ao seu peso o homem tem 7,7% de sangue.

A quantidade de sangue no adulto normal é 1/3 do seu peso. Uma pessoa de 60 quilos tem, por exemplo, de 4 a 5 litros de sangue.

Nosso coração, com o estomago vazio, esgota de 7,5 a 13,5 litros de sangue por minuto e a circulação completa do sangue pelo corpo se faz e 2 a 3 minutos. Se calcularmos 5 litros de esgotamento sanguíneo por minuto, isto corresponderá a 7 mil litros por dia, a 2.600.000 litros por ano ou ainda 183.960.000 litros durante setenta anos de vida. Quando o coração palpita 70 vezes por minuto, estará palpitando cerca de 100 mil vezes por dia, 36.500.000 por ano e 2.555.000.000 palpitações durante 70 anos de vida. Quando aceleramos as palpitações pelo trabalho, excitação, exercícios, etc., podemos descarregar pelo coração e 20 a 30 litros de sangue por minuto. A capacidade de esgotamento sanguíneo varia de acordo com as condições e constituição de cada pessoa e pode ser aumentada de uma maneira ilimitada, através de varias formas de treinamento, ou diminuída, segundo cada caso. A possibilidade maravilhosa de autofortalecimento é uma realidade do nosso organismo. O coração, principalmente, é uma mostra dessa modificação na sua forma mais rápida.

O período em que os ventrículos estão contraídos chama-se sístole e aquele em que se descontraem, chama-se diástole. Imediatamente após a sístole, as aurículas começam a encher-se de sangue. Nessa altura, as válvulas tricúspide e mitral estão fechadas. A pressão nos ventrículos cai e a pressão nas aurículas sobe. Logo que a pressão nas aurículas supera a pressão nos ventrículos, abrem-se as válvulas tricúspide e mitral. Os ventrículos agora relaxados e dilatados enchem-se de sangue e começa o ciclo cardíaco com a contração das aurículas, que forçam a passagem de mais sangue para os ventrículos. Quase imediatamente, contrai-se o músculo ventricular. A pressão nos ventrículos sobe muito rapidamente e logo supera a pressão nas aurículas, de maneira que a válvula mitral e tricúspide são forçadas a fechar-se. Enquanto essas válvulas estão fechadas, a pressão ventricular é superior à da aorta e da artéria pulmonar, de modo que as válvulas aórtica e pulmonar são obrigadas a abrir-se. O sangue é expelido suavemente para dentro delas por meio de continua contração ventricular, finda a qual os ventrículos relaxam-se, a pressão cai, as válvulas aórticas e pulmonares fecham-se e reinicia-se o ciclo.

O cérebro, os rins e o coração podem ser atingidos grave ou mortalmente pela redução do fornecimento de sangue. É preciso uma força maior para que o coração possa vencer a maior resistência do sistema circulatório, a fim de mandar um fluxo adequado de sangue, o que implica numa pressão arterial ainda maior. Com a idade e com a alimentação desequilibrada, ocorrem modificações gradativas no sistema circulatório. O acúmulo de sedimentos, provocados principalmente por sais carbonatados, cristais endurecedores à base de cálcio, principalmente, com o conseqüente endurecimento progressivo das artérias, das arteríola e o tamponamento dos vasos capilares, fenômeno conhecido também como esclerose dos tecidos, impõem uma carga cada vez maior ao coração. Em condições normais, cerca de 15% do rendimento cardíaco vai para o cérebro e 25% para os rins. O abastecimento dos músculos requer cerca de 20% do rendimento cardíaco. Convém lembrar que os músculos constituem 2/5 do peso total do corpo, portanto o rendimento para o cérebro e para os rins é muito maior, em proporção ao peso desses órgãos. Quando o volume de sangue em circulação é baixo, após uma hemorragia decorrente de lesões graves, ou depois de considerável eliminação de água, como na diarréia aguda, o sistema circulatório reage seletivamente, enviando sangue para o cérebro e rins. A fim de manter o fluxo sanguíneo, os pequenos vasos dos músculos e da pele contraem-se, reagindo a estímulos do centro vasomotor. As glândulas supra-renais são estimuladas e descarregam adrenalina e noradrenalina, enquanto os nervos simpáticos tornam-se bastante ativos. Se a hemorragia ou a perda de liquido continuar, o corpo não consegue reagir e, apesar de aceleração cardíaca e da intensa contração arterial, é impossível manter a pressão sanguínea. Esta cai, a irrigação sanguínea do cérebro torna-se insuficiente e o individuo perde os sentidos. Se o volume de sangue não for rapidamente elevado ao normal, o resultado será uma lesão cerebral permanente ou mesmo a morte.

O desequilíbrio na alimentação também pode provocar a perda de consciência. Mesmo com um volume adequado de sangue em circulação, ele cria uma breve redução de fluxo sanguíneo para o cérebro.

O sangue venoso retorna ao coração, com a ajuda da contração dos músculos dos membros, especialmente os das pernas, que comprimem as veias e atuam como uma bomba auxiliar. A pressão venosa também depende da gravidade. Esse bombeamento dos músculos evita o acumulo de sangue nas pernas quando o individuo está em pé. Se alguém fica parado por muito tempo, os músculos das pernas não estão em atividade e, portanto, o sangue tende a acumular-se ali. O coração só pode fazer circular o sangue que recebe e o volume de sangue que ele retorna pode diminuir o suficiente para reduzir o rendimento cardíaco, a ponto de prejudicar o fluxo de sangue para o cérebro, e provocar a perda dos sentidos. É por esta razão que, em excelente forma, algumas pessoas chegam a desmaiar durante as solenidades em que ficam em pé por muito tempo. Os desmaios também podem ser provocados pela disritmia, que reduzo rendimento cardíaco.

Nosso organismo esta sempre procurando uma forma de manter-se equilibrado. Então, quando uma pessoa desmaia, cai no chão e seu corpo fica na posição horizontal, desaparecendo o efeito da gravidade que dificultava o retorno de sangue acumulado nas pernas. Assim, o fluxo de sangue para o coração aumenta, eleva-se o rendimento cardíaco, a irrigação do cérebro volta ao normal e o individuo recupera os sentidos.

O desequilíbrio na alimentação também pode provocar a perda de consciência, embora haja volume adequado de sangue em circulação. O consumo de alimentos disfarçados altera o estado emocional e aumenta a atividade do nervo vago, que modera as batidas do coração e diminui o seu rendimento.

Em algumas doenças cardíacas o sistema circulatório atingido não é capaz de funcionar e os ventrículos pulsam no ritmo de 35 a 45 contrações por minuto. O resultado é um bloqueio cardíaco e esse ritmo lento pode ser insuficiente para a irrigação sanguínea do cérebro, de modo que com freqüência ocorrem crises de perda de sentidos.

A chamada hipertensão arterial é conseqüência de um aumento de resistência no fluxo sanguíneo, causado pela alimentação desequilibrada. Sabe-se que o acumulo progressivo de cristais a base de cálcio, são um dos principais fatores de risco ao surgimento da hipertensão arterial, pois verificou-se que esses cristais acabam tamponando os diminutos vasos capilares, impedindo que o sangue continue em seu trajeto de levar nutrientes para as células; a conseqüência é o aumento da pressão arterial.

Por outro lado, o aumento do rendimento cardíaco não provoca uma hipertensão sistemática, mas pode produzir uma elevação temporária de pressão. As tensões emocionais de todos os tipos refletem-se na pressão sanguínea. A excitação, a agitação e a irritação estimulam a atividade do sistema nervoso simpático, que acelera o coração e contraem os músculos que influenciam as artérias e esses dois efeitos causam a hipertensão também. Assim, uma discussão violenta pode elevar a pressão ate 240 mm (sistólica) por 130 mm (diastólica), quando o normal é de 120 por 80 mm, respectivamente.

Outro fator importante é a influencia de certos hormônios, especialmente a noradrenalina, produzida pelas glândulas supra-renais, que provoca a constrição das paredes musculares dos vasos sangüíneos. Quando há uma dose exagerada de noradrenalina na circulação, essa constrição da origem a um aumento prolongado da pressão sanguínea. Isso pode ocorrer devido a um tumor na medula das supra-renais. Removido o tumor, a pressão poderá voltar ao normal.

Do livro: “Ordem do Corpo Humano” autor Dr. Tomio Kikuchi – Editora Musso Publicações – 2ª Edição

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